Após anos de más notícias, alguns remédios começam a mostrar bons resultados na corrida por um tratamento eficaz contra a doença.

Os números assustam: uma em cada 14 pessoas com mais de 65 anos tem Alzheimer. São quase 44 milhões de indivíduos com o mal que arruína a memória e outras funções cognitivas no mundo, 1,2 milhão deles só no Brasil. E as projeções esboçam um aumento exponencial: em 2030, 75 milhões serão afetados pela doença, quantidade que deve pular para 135 milhões em 2050. Há uma explicação clara para essa guinada contínua. “O envelhecimento é o principal fator de risco, e o aumento da expectativa de vida fará com que esse contingente só cresça”, diz o geriatra Paulo Camiz, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Mas a história ganha contornos dramáticos quando se vê que a medicina vem perdendo de goleada na busca por um remédio capaz de brecar o apagão. “Hoje só temos medicamentos que retardam o declínio cognitivo em parte dos pacientes, e, mesmo assim, seus efeitos são temporários”, contextualiza Camiz. Felizmente, porém, sementes de esperança terapêutica, plantadas há algum tempo, estão brotando com mais intensidade neste ano.

Na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, recém-realizada nos Estados Unidos, foram apresentados os resultados de uma medicação, o solanezumabe, da farmacêutica Eli Lilly. Em um primeiro estudo, os cientistas notaram que as injeções mensais falharam na tentativa de estancar o avanço da degeneração. Porém, quando analisaram os dados de perto, observaram que uma porção de voluntários com um grau inicial de Alzheimer exibiram certa melhora.

Confira a matéria completa na edição de novembro da revista Saúde é Vital.