Ao contrário de quem tem mais de 50 anos, jovens quebram tabu e procuram com frequência o médico para fazer exames preventivos.

Alguns preferem aplicar a máxima do velho ditado popular: “quem procura acha”. A boa notícia, no entanto, é que cada vez mais gente joga no time de quem adere a tese de que é melhor prevenir do que remediar. “Eu sempre pratiquei exercícios, por isso achava que tudo estava bem até que, agora, no meu primeiro check-up, descobri que estava com o colesterol em níveis elevados”, contou o comerciante Joaquim Carlos Maciel Lima Filho, de 26 anos.

A descoberta fez com que ele mudasse drasticamente os hábitos alimentares e o poupou de desenvolver um a doença cardiovascular. O urologista Alex Meller, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), afirmou que cada vez mais os homens jovens se comportam como Joaquim.

“Eles criaram o hábito de ir ao médico, mesmo que não tenha algum sintoma. O desafio é com quem tem mais de 50 anos. Eles são resistentes aos cuidados com a saúde e são as suas companheiras que agendam as consultas”, contou. Aos 49 anos, o vendedor Roberto Martins viveu na pele o reflexo da displicência de não fazer o checkup anualmente. “Só descobri que eu estava com pedras no rim quando tive uma crise há dois anos e fui parar no pronto-socorro. Depois disso, eu mudei e hoje faço exames uma vez por ano”,afirmou Roberto, hoje com 51 anos.

Análise

‘A Avaliação tem de ser individual’

Paulo Camiz, geriatra do Hospital das Clínicas.

O check-up sempre deve começar com uma consulta médica. É nessa avaliação que o especialista vai identificar as queixas individualizadas dos pacientes, que poderiam passar despercebidas se não tivesse essa conversa. Uma pessoa que tem precedência de tabagismo, por exemplo, faz um exame no pulmão e verifica se há sinais de câncer.

A maior parte dos exames de check-up coloca as pessoas num grupo etário e faz apenas um grupo de exames. Essa não é a melhor forma.

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