Falta de estrutura dentro de casa pode provocar doenças. A reforma desses imóveis aumenta a qualidade de vida dos moradores.

Milhões de brasileiros acabam doentes por problemas provocados pela falta de estrutura dentro de casa. Por causa disso, está crescendo o número de empresas que investem na reforma dessas casas para aumentar a qualidade de vida dos moradores.

Todo teto é uma conquista. Mas além de abrigo, pode oferecer riscos à saúde dos moradores. Pesquisas indicam que as moradias precárias, com carências de infraestrutura, são mais de dez milhões no Brasil.

Falta de espaço traz desconforto. Falta de ventilação e excesso de umidade favorecem infecções respiratórias.

“A umidade, ela costuma ser um meio cultura, é como se fosse um ambiente propício pra proliferação de fungos e bactérias. O mofo é um tipo de fungo, por exemplo”, explicou o geriatra, clínico geral e professor da USP Dr. Paulo Camiz.

Telhados, paredes e pisos sem revestimentos, que não protegem do frio e dificultam a limpeza também são focos de infecções. Assim como banheiros inadequados. As principais deficiências nas construções que acabam afetando a saúde são essas. A maior dificuldade para solucionar os problemas é mesmo a falta de dinheiro, ou de crédito, que acaba impedindo um planejamento adequado, prolonga as obras. Acaba transformando o que deveria ser provisório em permanente.

“Você vai comprar material picadinho, não vai conseguir pagar a mão de obra diretamente. Então a sua reforma fica picada, você tem muita perda de material de construção, e passa a vida inteira reformando, uma reforma ineficiente”, analisou o sócio da empresa Fernando Assad.

Administrador de empresas, Fernando se uniu a amigos com experiência em projetos públicos de habitação popular e abriu uma empresa para atender esse público. Ele diz que é possível ter lucro e ajudar as pessoas ao mesmo tempo. A estratégia é administrar bem recursos e pessoal para fazer obras rápidas, de no máximo uma semana.

Como a do banheiro mostrado no vídeo. Ele vai melhorar muito a vida da Dona Abigail, que tem uma série de doenças associadas à obesidade.

“Estava no piso grosso, no contrapiso, estava sem porta, sem descarga. Estava muito difícil. Pelo menos eu não vou cair mais. Vou conseguir tomar banho direitinho. O vaso está direitinho, perfeito, novo”, contou a dona de casa Abigail Pellegrini da Silva.

Preço total do serviço: R$ 900, em dez prestações. O mesmo que custou a reforma de outra cozinha, que ficou com forro, conserto da parede, pintura, piso, azulejos e uma janela, que não existia. Além de mais claro e saudável, o lugar que era incômodo virou ponto de união.

Confira a reportagem completa no site do Jornal Nacional .