Problemas com ereção, em muitos casos, são causados pela associação de uma doença e de um problema psicológico, como insegurança.

O mecânico Roberto (nome fictício), de 53 anos, sempre teve uma vida sexual bastante ativa com a mulher, uma contadora de 52, tendo relações ao menos três vezes por semana e eventualmente até duas ou três vezes na mesma noite.

Essa rotina se deu por duas décadas de seu casamento, até ele chegar aos 40 anos. “Eu era alcoólatra e comecei a fumar nessa época, e vi que o meu ritmo já não era o mesmo, que já não aguentava fazer sexo mais de uma vez no mesmo dia”, relembrou o mecânico, que atualmente sofre com disfunção erétil (problemas para conseguir ter uma ereção).

A situação piorou há cinco anos. “O pênis já não ficava tão ereto, estava mais para ‘tombado ’ e eu só conseguia fazer sexo uma vez por semana”, contou. “Nos últimos dois anos, a situação piorou.

Aconteceu de eu não conseguir terminar a relação e isso não satisfazia a mim e nem à minha mulher.”

Há um ano, quando o mecânico largou a bebida, ele se deu conta de que algo estava errado.

“Não sou cego. Vi que algumas vezes eu e minha mulher íamos ter relação e não acontecia. Ela dizia: ‘Então deixa para amanhã ’. Vi que precisava fazer minha parte para minha mulher voltar a ter chance (de ter prazer no sexo). Tomei vitamina e vários caldos de mocotó, mas não deu certo. Aí comecei a ficar cada vez mais ansioso e um pouco frustrado.”…

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Análise

Paulo Camiz, clínico-geral do Hospital das Clínicas Prestar atenção no desempenho

É importante ressaltar que se o homem perceber que seu desempenho sexual está piorando de forma rápida ele deve procurar um médico. Se o clínico-geral não conseguir resolver o problema, ele será encaminhado a um urologista. Outro ponto importante é que se o homem não estiver sentindo desejo, vontade de ter uma relação sexual, também é importante que seu aspecto psicológico seja tratado, pois sem desejo os medicamentos não funcionam. Ele precisa estar bem física e emocionalmente. Caso ele esteja tomando remédios que diminuam muito sua libido, é preciso verificar se há como mudar a medicação para outra sem esse efeito colateral. E nunca é demais lembrar que o acompanhamento médico regular é sempre recomendado.