Quem nunca sentiu aquela vontade quase incontrolável de dar uma dormidinha de- pois do almoço?

É que nesse momento, seja a refeição leve ou pesada, nosso corpo fica mais lento porque está direcionando suas forças para a digestão. Por isso, fica mais difícil desempenhar tarefas que exijam grande esforço de concentração. E é pior ainda para os que precisam fazer esforço físico. “É como se estivesse com uma situação em que o fluxo de sangue vai pouco para o cérebro, e a pessoa está forçando o trabalho dele”, diz o médico geriatra Dr.Paulo Camiz, que também é clínico-geral no Hospital das Clínicas e da Faculdade de Medicina da USP.

“Depois do almoço, há uma tendência de a circulação ficar toda concentrada no intestino. É como se fal- tasse sangue no cérebro”, explica. Por esse motivo, tirar uma soneca ou fazer a sesta (ou siesta, em espanhol) é um hábito comum em países como Espanha e México. “Esse período seria um tempo de repouso para o cérebro. É como se estivesse com uma situação em que o fluxo de sangue vai pouco para ele”, diz Camiz.

Em alguns países, tem também a ver com o descanso relativo à sexta hora trabalhada – no caso de alguém que começa a trabalhar às 8h, o descanso seria às 14h, após o almoço. O neurologista Luciano Ribeiro, da Associação Brasileira do Sono, afirma que vários estudos comprovam a importância desse relaxamento após o almoço. Um deles, apresentado es- te ano no congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, diz que esse cochilo pode reduzir o risco de ataque cardíaco em 10%. “O cochilo rápido, de 15, 20 minutos, é saudável, positivo, porque é um momento em que normalmente a gente tem uma pequena so- nolência e volta desperto depois do cochilo”, afirma.

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